30/06/2006 - Novos Moradores (Parte 3 de 3)
No dia seguinte, acordei cedo e fui ao banheiro comunitário para tomar um banho.
6:00 – porta trancada. “- Kct, mas já tem alguém aí?”
Volto para o meu quarto, enrolo um pouco.
6:13 – porta trancada. “-Eita peste!”
Vou até a varanda ver como está o tempo, ouço o barulho da porta abrindo.
6:18 – “- Agora sim!”. Pééééé. Porta trancada. “- Catzo.”
Pego um livro, folheio mas não chego a ler, muito sono ainda. Novamente a porta se abrindo.
6:29 - “- Agora vai!”. Não. Trancada. “-Argggghhhhh!!!”
Volto para a cama disposto a cochilar de novo. Levanto em seguida.
O que se sucedeu não é recomendável a menores de 18 anos, portadores de problemas cardiacos ou pessoas sensíveis demais (seja lá o que isto signifique)
7:01 – ouço a porta do banheiro abrir novamente
7:04 – levanto e caminho até o banheiro, já cabisbaixo, desanimado
7:05 – coloco uma das mãos na maçaneta da porta e já estou pronto a girá-la quando um barulho ensurdecedor me faz recuar. Era uma mistura de rugido de urso com o barulho que uma marmota deve fazer quando está se afogando. “- Meu Deus, ‘isso’ vem de dentro do banheiro!!!! Minha nossa!”
7:06 - Desisto de usar o banheiro, algum turista deve ter trazido um alien consigo...
Minha Nossaaaaa!!!!!!!
Escrito por Alexandre Rivaben às 17h32
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30/06/2006 - Novos Moradores (Parte 2 de 3)
O banheiro é comunitário, compartilhado entre todos os quartos do andar.

Quantos quartos? Ao todo, cinco. Porém, a cidade é relativamente pequena e há muitos desses “restaurantoteis”, logo, ficamos hospedados, no Blume, apenas eu e o Gallazzi.
Que maravilha. Nos sentiamos nos tempos de faculdade: porta aberta, computador, tv e som, tudo ligado ao mesmo tempo. Uma verdadeira farofa brasileira em um hotel da Suiça.
Porém, na sexta-feira ouvimos um barulho estranho.
- “Tem gente nova no pedaço” – murmurou o Gallazzi, ressabiado.
- “Sei não...”
Eis que começam surgir vozes nos mais variados tons e falando o mesmo idioma “hipnótico” de sempre.
De repente, os quartos foram enchendo. Parecia um evento da terceira idade; melhor, da idade feliz.
- “Minha nossa!!!!!!”
Neste dia não ficamos muito em casa, fomos assistir a um jogo na casa do Xico e voltamos tarde para casa.
Escrito por Alexandre Rivaben às 17h31
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30/06/2006 - Novos Moradores (Parte 1 de 3)
Aos que não sabem, estamos hospedados no Blume, um lugarzinho em que o dono é prá lá de bacana mas não fala inglês – estamos com uma leve esperança pois reza a lenda que o cozinheiro, que nós nunca vimos, fala inglês. Na minha humilde opinião esta história do cozinheiro esta mais próxima da história de enterro de anão ou japoneses gêmeos, ou algo do gênero, é o famoso saci, alguém já viu um por aí?
O Blume é uma espécie de restaurante/hotel muito comum aqui na cidade de St. Gallen. No térreo, o dono faz um restaurantezinho com café da manhã, almoço e jantar, no segundo andar é a sua residência e no terceiro ele enche de quarto para ganhar dinheiro. Aliás, o Blume é o ápice da otimização de espaço. Para se ter uma idéia, o varal fica no que seria o telhado do segundo andar. Há portas e portinholas por todos os lados. No nosso segundo dia aqui, cai na besteria de me meter a explorador e sai abrindo as portinholas do quarto em que estou; em uma delas havia uma revista, toda rasgada e eu inocentemente:
- “Ué Gallazzi, o que é isso fiote?”
- “Revista de sacanagem, revista de sacanagem!”
Não era. Na verdade não sei se era, o fato foi que, antes de pegar a revista nas mãos, avistamos duas enormes ratoeiras. Po po po poooooooo.
O quarto é pequeno, cerca de 4 por 2,5 metros (será que é isso? Não sou bom em dimensionar coisas!) mais as portinholas. Mas o maior problema é a dimensão altura pois o teto acompanha o telhado que é angulado já que a construção é estilo chalé para evitar a neve nos dias de inverno. Em um dos cantos, praticamente embutida, está a cama e um armário. Do outro lado há uma pia – de onde, como já dito, podemos tomar água - e um espelho. Só.

Escrito por Alexandre Rivaben às 17h27
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O Ranking dos Chocolates (2) - Orange Coop
Eu estava atrás de um chocolate de laranja. Mas eu queria um com recheio de laranja (tipo sensação, manjam?) pois eu já comi um chocolate belga assim. Mas não consegui achar, então resolvi experimentar esse que é um chocolate com laranja. Achei muito bom, não é tão doce e não tem o sabor tão forte de laranja a ponto de perder o aroma do chocolate. Mas ainda preciso achar um mais amarguinho...heheheeh A propósito, essa marca “Coop” é uma marca de supermercado, ou seja, comi o chocolate genérico (hahaha, pobre no 1º mundo é fod*!). Mas preferi esse ao Ovomaltine por enquanto.

Escrito por Alexandre Rivaben às 14h13
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O Ranking dos Chocolates (1) - Ovomaltine
O chocolate parece um Suflair mas não é aerado, ao invés disso, inúmeros graozinhos do já conhecido Ovomaltine em pó. Confesso que me lembrei do Milkshake do Bob’s, só não é gelado. Muito bom.

Escrito por Alexandre Rivaben às 18h50
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O Ranking dos Chocolates - Apresentação
Há algum tempo eu e o meu grande amigo Thiagão tivémos a brilhante idéia de fazer um ranking avaliando todos os parmegianas da cidade de São Paulo. O objetivo era direcionar os também afficionados por “parmas” aos melhores restaurantes da cidade e, óbvio, nos divertir. A idéia não saiu do papel mas em todos os lugares que vamos comer sempre nos lembramos disso e “avaliamos” o prato informalmente. Bem, surgiu a idéia por aqui de fazer um ranking dos chocolates suiços. A idéia é similar mas como não tenho muito com o que comparar (nunca havia comido chocolate suiço antes!), no começo eles vão ficar apenas com foto e descrição. Tenho comido tantas coisas boas por aqui que pretendo fazer uma descrição de outras coisas também...
...e quem sabe, quando eu voltar, não façamos o famoso RANKING INTERNACIONAL DOS PARMEGIANAS! Vamos, Thiagao? J
Abraços e fiquem com água na boca!
Escrito por Alexandre Rivaben às 18h46
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Dentro da Catedral (2)
Ainda estupefado, olhei para cima e notei que todas as abóbadas continham desenhos de anjos que brincavam no céu da Cátedra, protegendo-a.

Por fim, em um mezanino no lado oposto do altar, um enorme órgão todo trabalhado em ouro confirmava todo este clima de magnificiência que sentimos.

Eis que o guia da excursão re-aparece e vejo o primeiro flash. Ainda bem que podemos tirar fotos, pois acredito que jamais conseguiria descrever o que vi com a precisa veracidade dos retratos.
Agora entendo por que a Igreja influenciou tantas pessoas no passado e continua até hoje. A história de Cristo nos ajuda a ter fé e este tipo de construção nos faz acreditar que tamanho esplendor não é por acaso.
* Aguardem mais fotos pois, com certeza, voltaremos lá!
Escrito por Alexandre Rivaben às 16h42
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25/06/2006 - Dentro da Catedral (1)
Entramos e não sabiamos nem para onde olhar tamanha a magnitude do seu interior. Estávamos boquiabertos. Havia poucas pessoas observando o que parecia ser o ensaio da Sinfônica da igreja. Era um som baixo, doce. A nossa frente um grupo de turistas perguntavam se era possível tirar fotos; o guia, em dúvida, correu para o pároco.
Ficamos em silêncio: eu e o Gallazzi. A minha frente, um senhor permanecia ajoelhado, de cabeça baixa, orando. Fiquei com vontade de fazer o mesmo, agradecer a Deus por ter a oportunidade de ver tal imponente arquitetura e por ele ter mesmo existido – ou as pessoas terem fé nisso – pois, caso contrário, talvez, jamais existiria uma Catedral ali, naquele lugar, no centro de Saint Gallen.
Só então olhei para a frente, num ângulo reto, em direção ao altar. Senti um frio na espinha. Uma série de painéis, um ao lado do outro, esculpidos em arte barroca, com detalhes em dourado e um pálido branco-mármore abrigavam, cada um, uma pintura referenciando a história católica; em toda a sua lateral, anjos e santos lapidados protegiam o círculo central das pinturas. Estendiam-se por todo o altar, sendo que, no centro, havia um com o dobro do tamanho. As pinturas narravam fatos como a cruxificação e a resurreição de Cristo. A imponência do altar é tamanha que se faz necessário ajoelhar e agradecer.

Escrito por Alexandre Rivaben às 16h40
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Mistérios da Infraestrutura (II)
Amigos do Brasil.. após uma eliminação na copa, é com grande satisfação que venho fazer mais este relato... Rivaben e Gallazzi, após um café da manhã muito produtivo ( em termos de aprendizado das artes da mímica ) com o nosso anfitrião Ali, que teve direito até a foto. Viemos fazer as seguintes considerações, mais uma vez sobre a infraestrutura:
1) Todos os sacos de lixo daqui vem com amarril, ou seja, não é necessário sofrer pra dar aqueles nózinhos apertados ( como é frequente aí no Brasil quando o saco de lixo está muito cheio). 2) As janelas abrem no modo convencional e de mais alguns modos diferentes, que não dá pra explicar por aqui. 3) As portas dos armários que não tem chave, fecham com trinco no próprio puxador, evitando que a porta se abra “sozinha”, como “raramente” acontece aí no Brasil. 4) As chaves... pra vcs terem uma idéia... as chaves aqui guardam vários segredos, ou seja, vc nao precisa de 15000 chaves pra abrir a porta da cozinha, a porta da sala, a porta da garagem. Tudo isso pode ser feito com uma chave só... combinando os segredos de cada uma... enfim... sem comentários... 5) Busão - Bonde... aqui é o seguinte... vc paga... ou compra um ticket q vale por 1 mês e anda o quanto quiser... e não tem cobrador. E raramente tem 1 nego pra conferir se vc pago ou não. Se vc nao pagou, leva multa de 80 francos ( 136 reais ), se nao tiver a grana, vai em cana (até rimou!). 6) Carrinho de supermercado / guarda-volume- isso eu já vi aí num mercado do Brasil. Pra vc liberar o carrinho, vc enfia uma moeda no danado e ele libera, a moeda fica presa no carrinho. Qdo vc terminar de fazer as compras, devolve o carrinho e ele destrava sua moeda. Pra q isso, pra nego nao largar a merda do carrinho em tudo q é canto. 7) Estacionamento: nao tem quiosque pra pagar o estacionamento, na entrada vc recebe um ticket. Na saída vc enfia o ticket numa máquina, o valor é calculado pelo tempo q vc ficou e mostrado numa telinha, se vc nao paga, ele nao libera o seu ticket... e vc nao pode sair se nao pagar.
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 15h35
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