Panorâmica do trabalho
Esta é a nossa visão quando saimos para tomar um café aqui na sacada do prédio.
É verde que não acaba mais!!!

Escrito por Alexandre Rivaben às 08h52
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Os Mistérios do Café da Manhã
Sentamos eu e o Gallazzi para mais uma café da manhã cheio de mímicas e risadas. Eis que aparece o Ali com o prato básico com uma fatia de queijo, uma de presunto forte, uma de presunto (que tem sabor de mortadela sem pimenta) e novamente o tal do ovo!
- “Ele não desiste!”
Deixou os pratos e ficou ali nos olhando. E nada de arredar pé dali. Quando percebeu que iamos deixar o “ovo cru” de lado, se precipitou, tomou o ovo da minha mão e falou algo que eu interpretei como “deixa eu te explicar”. Pegou o cinzeiro, quebrou a casca do ovo... e para nossa surpresa, estava cozido! Mas absurdamente gelado. Minha nossa. Entregou o ovo cortado para mim, colocou uma espécie de tempero tipo Sazon por cima e balbuciou algo que deve ser: “come que é bão, mané!” Fiquei meio ressabiado mas ele continuou balbuciando e apontando para o ovo. Tive que comer. Não chega a ser ruim mas é muito bizarro para o nosso paladar... Agora estamos tentando aprender a falar que preferimos ovo cozido QUENTE em alemão. Será que conseguiremos?
Aguardem os próximos capítulos...
* Luiz, acabo de ler seu comentário do ovo! As histórias se repetem! hehehehe
Auf Wiedersehen! (Até Logo! J)
Escrito por Alexandre Rivaben às 08h46
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Os mistérios da infraestrutura suíça
24.06.2006
Depois de chegarmos ao hotel, fomos tomar o bom e velho banho... pq tava um catinguelê violento... Beleza, vai o tio Gallazzi toma banho... chegando lá... nao existe chuveiro... é aquele chuveirinho de cabo de metal... e até o Gallazzi achar o gancho pra pendurar, foi uns 10 min... mas tá bão... O chuveiro tem 2 torneira... e o paiaço abrindo as 2... pensei, deve ser igual ao Brasil... mais 5 min e nada de água quente... AHHHHH!!!! Achei uns numerinho numa das torneira... indica a temperatura! Ha! Ha!... agora sim!!!! Banho quente!!!!! Beleza... ae a anta foi pro quarto... a janela tem 3 posiçoes pra fechar... 1 tranca, a segunda ela abre como no brasil, e a terceira ela abre a parte de cima... fantástico... tiveram que me ensinar como fazer pq eu nao sabia como abrir a janela...
E o melhor... tem uma pia dentro do quarto... em cima da pia tem um espelho... o Gallazzi tira todas as coisa da mala e deixa espalhado... nao tinha nenhuma maçaneta atrás do espelho... logo, nao tem armário atrás do espelho... blz... entoquei todas as coisa perto da pia... Chega o Riva no dia seguinte... “O gallazzi, pq tuas coisa tao tudo em cima da pia??? “ “Nao tem armário nessa bosta”. “Claro que tem!!!! Olha aqui... “ Riva abre o armário do espelho.... Vai BURRRRROOO!!!!!..... má tá bão...
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 23h03
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A Suiça é Brasil, viu Galvão?
E atendendo a pedidos, eis a foto que tiramos após ver o jogo Brasil 3 x 0 Gana. Estávamos ou não estávamos a caráter?

Escrito por Alexandre Rivaben às 21h52
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os Banheiros
24.06.2006
Após uma viagem de trem que era mais confortável que o avião....
13:40 – Descemos do trem na estação de St. Gallen. Fantástico.... 13:42 - entramos na lanchonete Starbucks... 13:43 - Gallazzi precisa ir ao banheiro... 13:44 – Gallazzi desce a escada pra ir ao banheiro. Olha pra porta e tenta abrir... a porta tem uma espécie de relógio na maçaneta... PUTA MERDA... tem SENHA pra ir ao BANHEIRO!!!!! Volto e subo a escada, quase me mijando... e pergunto pro garçon qual a senha do banheiro... UFA...
Outra coisa curiosa que aconteceu no banheiro da empresa....
Fui eu usar o banheiro... entrei no danado... fechei a porta... to lá ... fazendo o meu xixi... como todo ser humano normal. De repente...eis que solto aquele peido... olho pra cima e começa a funcionar um ventilador... AH NAO!!!! NAO PODE SER... a porra do banheiro é inteligente??? Sente cheiro ruim e começa a funcionar???? Para minha informação, assim que a porta é fechada, depois de um tempo ele liga sozinho... mas foi muita coincidência...
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 17h16
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24/06/2006 - Da série: Inglês Macarrônico - Parte 1
Estamos no Bodensee. Todo mundo jogando bola. Eu olhando. Chega a Melanie, namorada do Xico e pergunta o que eu estou achando da Suiça, etc, etc.
Segue a versão em inglês e com tradução:
14:50 – Melanie: Have you ever been in Swiss before? (Você já este na Suiça antes?)
14:51 – Rivaben: No, I haven’t. First time… (Não, primeira vez)
14:52 – Melanie: Are you enjoying it? (Você está gostando?)
14:53 – Rivaben: Yes but i’m still a little shiny.... (Sim mas eu estou um pouco… ILUMINADO(?????????)) (na verdade eu queria dizer “TÍMIDO”...)
14:54 – Melanie: You mean shy, right? (Você quer dizer tímido, certo?)(na hora eu não lembrava que “shy” era tímido, achava que tímido era “shiny”!!!!)
14:55 – Rivaben: No, i mean shiny! (Não, eu quero dizer… ILUMINADO(????????))
14:56 – Melanie: (fica em silêncio)
16:27 – Rivaben: (percebe que falou merda e fica vermelho depois de ter passado duas horas de conversa...)
08:57 do dia 29/06 – Rivaben: (fica vermelho só de lembrar dessa merda de história e não sabe porque vai publicá-la! Mas resolve publicar, afinal, é um sujeito ILUMINADO!)
Escrito por Alexandre Rivaben às 09h04
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o Lanche no aeroporto
24.06.2006
12:00 – O Alex nos achou no aeroporto, obrigado Alex pela solidariedade com os perdidos, valeu FIO !!!!!
12:01 – Fomos ao shops que fica ao lado do aeroporto em cima da estação de trem.
12:02 - Sentamos na pracinha de alimentação do shops... 12:03 – Alex escolhe seu prato e começa a comer... Rivaben e Gallazzi estão indecisos...
12:05 - Ainda indecisos...
12:10 – Rivaben decide ir comer macarrão... e o Gallazzi ainda nao sabia o q comer...
12:15 – Gallazzi decide ir num restaurante
12:16 – Gallazzi pergunta pra garçonete (com o maravilhoso inglês “macarrônico”) se um lanche lá é de frango... ela nao entende o que o Gallazzi diz ... 12:17 – “Chicken?” – Gallazzi insiste... 12:18 - a garçonete mostra a placa do restaurante e fala: “ONLY FISH!”, com uma educação de dar gosto.... o Gallazzi pede o lanche... paga e volta pra mesa... com aquela cara.... e o lanche estava frio... heheheheheh, vivendo e aprendendo...

Escrito por Rodrigo Gallazzi às 08h58
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Suiça x Turquia
Acordamos cedo, depois de uma noite chuvosa e bem dormida. É o dia menos quente desde que chegamos aqui. Coloco uma das minhas 372 camisetas de times: a da Turquia. Vamos para o trabalho a pé. Ao chegar, um sujeito que trabalhar com a gente segura o elevador para nós.
8:20 – entro no elevador falando obrigado por ele ter segurado a porta
8:21 – kct! A porta fechou em mim! “Não tem sensores nos elevadores da Suiça?"
8:22 – consigo entrar no elevador com uma dor no peito (onde a merda da porta bateu)
8:23 – o cara se desculpa por não ter segurado a porta “direito”
8:24 – o cara pergunta: “ué? Por que você está com uma camisa da Turquia?”
8:25 – eu respondo que é só um “modismo”
8:25 – e ele: “Você sabia que turcos e suiços já travaram uma “guerra” né?
8:26 – alexandre com cara de banana velha: “hmmmm... não...”
8:27 – o sujeito: “É, os povos tem “birra” um do outro por que nas eliminatórias da copa teve um jogo muito tenso em que os jogadores entraram em confronto”
8:28 – po po po poooooooooooo
8:29 – o sujeito, com cara de desdém: “Ééééé, acho melhor você virar do avesso isso daí”
8:30 – po po po pooooooooooo
Será que os suiços vão me odiar depois disso?
Escrito por Alexandre Rivaben às 08h49
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Aeroporto de Zurich
24.06.2006
11:30 – continuando... saindo do avião. Antes do danado descer tem um videozinho que explica pra onde vc tem q ir. Saímos... seguindo as placas... aí a besta do Gallazzi vai andando e chega uma brasileira e pergunta pra ele onde deve ir... o Gallazzi ve um monte de gente numa fila e fala pra moça “Ah, deve ser por ali” e não felizes seguem a danada (sem olhar as placas). Aí entramos na fila, eu começo a olhar e não vejo 1 cara q tava no mesmo vôo... olho pras placas... “Entrance”... caraio Rivaben... ta errado... tamo entrando em outro vôo... saímos da fila e a brasileira tb....
11:33 – srs, tem um trem todo chique dentro do aeroporto pra levar os nego dum terminal pro outro, dentro do aeroporto.
11:40 – Rivaben e Gallazzi saem do trem e entram na fila pra passar na Imigração...
11:41 – Gallazzi vai pro guichê... 11:42 – o guarda pergunta pro Gallazzi, em inglês: “Fio, pra onde vc vai?” - “ St Gallen”; - “ Voce tem algum amigo lá? O que vc vai fazer lá?” - (lembrei do nome do Xico e falei) Francisco Beltrão. - hmmmmm, ok, deixe-me ver aqui. “Onde estão seus papéis de viagem?” - (puta que pariu) Que papéis? Eu não tenho nenhum papel, foi só 1 eticket...
11:43 – Gallazzi olha pro Riva com cara de: FUDEU!!!
- “Nao tem papéis? Confirmando a sua volta pro Brasil?” - “Nao tenho, infelizmente (pensei comigo...BURRO!!!!! PQ VC NAO IMPRIMIU A MERDA DO PAPEL!!!!!)” ... e o Gallazzi ficando vermelho.... - “Hmmmm... escreve aqui o nome do seu amigo e a data de nascimento”
11: 45 - Gallazzi suando em bicas.... 11:46 - Peguei o papel e escrevi o nome, nao fazia nem idéia da data de nascimento do Xico. Escrevi só o nome... 11:47 – o guarda: “Como é que voce vai sobreviver? Voce tem dinheiro? Quanto dinheiro vc tem pra passar os 2 meses?” - “Hmmm, uns 2000 euros” - “Estao com vc ou estao no banco?” - “No banco” – O Gallazzi essa hora tremia que nem uma vara verde... nao era verde pq eu tava vermelho... - “Filho, é o seguinte, eu vo fazê vista grossa e vo deixar vc entrar , ok?” - “Ok, obrigado” ..... UUUUUUUFFFAAAAAAA.... CARALHO.... quase nem entrei e já queriam me mandar de volta!!!!!
11:48 - Entra o Riva pra falar com o guarda.... 11:49 – O Gallazzi esperando o Riva sair .... 11:50 – “ O cara embasso com vc tb Riva?” , “Nada, ele só falou: É a mesma história dele né?” , “É sim”, “Tá bom, pode ir”.... só o Gallazzi q passa aperto...
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 19h15
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25/06/2006 - Telefonema (2.2)
10 segundos de espera.
- Não fia, é uma papel e uma caneta que eu quero...
20 segundos de espera.
Ao fundo, ouço a voz do Faustão: “Orra meu...”
Ninguém merece.
E os minutos passando e o tonto pagando o recebimento da ligação...
- Pode falar, Seu Alexandre.
- O número é 555-5555.
- Obrigado, Seu Alexandre.
- De nada Nivalda, ops, Angelina. Tchau.
- Ah, Seu Alexandre, Seu Alexandre...
- Diga fia!!!!!
- Vocês compraram Veja Multi-Uso?
- Hein?
- É que da última vez que eu fui não tinha...
- Fia, liga para o Seu Eduardo.
- E se ele não estiver lá?
- Fala com o Seu Fabiano.
- Com quem?
- Fabiano. Boa noite.
- A propósito, o dia de sexta está bom para o Senhor?
- Sexta? Hein? Hoje é domingo. Boa noite.
- Mas, Seu Alexandre...
Olho para o celular. Mais de 5 minutos de ligação. Perdi o sono, os escorpiões do meu bolso estão irritados e eu também porque deixei o celular ligado de novo! Argh! Que burro!
“- Mai, tá bão!” – como diz o Gallazzi
Ao menos posso falar que recebi uma ligação da Angelina hoje. E ninguém precisa saber que não é a Jolie.
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h45
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25/06/2006 - Telefonema (2.1)
Chego em casa acabado. A noite anterior eu já nem tinha dormido direito. Agora, noite de domingão, estou tenso com o primeiro dia de trabalho:
- “Será que o Xico é uma mala velha no trabalho?” (hehehehe)
Deito para dormir. Não consigo. Olho no relógio a cada cinco minutos. E nada de dormir. Duas da manhã e fecho os olhos. Acordo assustado. O maldito telefone toca de novo!
- Hmmm, errr, alo?
- Alo, Seu Alexandre?
- É ele.
- Aqui é a Angelina que limpa a casa do senhor... posso ir esta semana praí?
- Liga para o telefone fixo e fale com o Eduardo, eu estou viajando. – a fala não saiu assim, clara como está escrita, afinal, eu estava em estado de sonambulismo.
- Ué? Mais ai não é telefone fixo?
- Não, aqui é celular....
- Mas eu não tenho o outro número.
- Então anota. O número é...
- Pérai, pérai. – ela se afasta do telefone e grita: - fia, fia, o minha fia, pega um papel e uma caneta para mim?
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h45
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25/06/2006 - Portugal x Holanda ou Xico x Lata
Fomos para a casa do Xico ver Holanda e Portugal. O Alex se ofereceu para fazer um macarrão para a gente. Eu disse que ia ajudar mas no final nem ajudei muito, apenas coloquei o macarrão na água quente e ainda ganhei os méritos pela comida junto com ele (semana que vêm vou tentar mostrar a eles a culinária do seu Alcides Justino, aí eu quero ver!).
Pausa para um flashback.
* ao conhecer o Xico vi algo familiar: o cara desceu do carro descalço, cabelo meio despenteado com “sinais” de que vai ficar grisalho e uma camiseta do Millencolin. Mas eu estava tão cansado e surpreso com tanta coisa nova que não me dei conta do que tinha visto *
Chegamos na casa do Xico e ele está na frente do notebook jogando “World of Warcraft”. Vamos todos para a cozinha ver o Alex cozinhar. De repente, aparece o Xico, violão em uma mão, pasta com músicas na outra, e já emenda: “Flores em Você”, do Ira.
Deu até calafrio. – Lata, o que você tá fazendo aqui na Suiça, fiote? Avisa a Tia Arlete e o Seu Fernando que você tem um irmão aqui: um brasileiro muito gente boa refugiado na Suiça!

Escrito por Alexandre Rivaben às 09h29
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o Lixo
Srs, me desculpem, mas eu tenho q falar isso pra vocês... Eu sei que o Brasil é um país bacana e tal, mas na boa... depois que você ve todas as ruas limpas... sem lixo... vc imagina... puta merda, deve ter nego limpando essa merda de noite... nao eh possível ser tao limpo assim. Aí hoje cedo estamos nós saindo do hotel, eis que me deparo com um caminhão diferente... "o Riva, o treco tá varrendo a rua, Caraio! Tá memo!" Srs, o caminhão é uma vassoura com aspirador, e vai passando em todas as ruas... igualzinho aí...
desculpem... sorry... :)
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 09h29
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26/06/2006 - Centro Histórico (2)
Continuamos a caminhada e dá-lhe urso. Tem urso barrigudo, urso magro, urso pintado de rosa com bolinha preta, urso em pé, urso deitado, minha nossa: tem mais estátua de urso do que gente andando no centro, neste domingão ensolarado!
Chegamos a Catedral da cidade, no núcleo do centro histórico. Demos uma olhada por fora, tiramos umas fotos. Tudo muito lindo. Até recebemos os parabéns pela nossa seleção vindo de um guardinha da praça.
- Congratulations for you team. – ele disse depois de perguntar qual idioma estávamos falando – Deco is playing well...
Claro, falamos portugues. Então a nossa seleção é a de Portugal! Óbvio.
A Catedral estava de portas fechadas. Em frente a ela há uma biblioteca, também patrimônio histórico; todas elas, as construções, são muito grandes e imponentes. De dentro da Catedral vinha um som instrumental bem leve e harmônico, um daqueles sons que trazem paz ao espírito.
Agradeço a Deus até agora pelo Alex ter resolvido ir comprar água no café da esquina. Enquanto esperava, caçando outra coisa que não os malditos ursos para fotografar, vi um senhor abrindo a porta da Igreja e adentrando ao ambiente.
- “Será que tá tendo missa? Mas o homem estava com uma camera fotográfica na mão!”
Não tive dúvidas: entrei. Ainda bem, eu ia perder uma das construções mais belas que já vi na vida.

Escrito por Alexandre Rivaben às 09h23
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26/06/2006 - Almoço no Centro Histórico
Decidimos almoçar, o Alex sugeriu o Joker Grill para experimentarmos o famosos Kebab suiço. Eu e minha vasta ignorância não tinha a menor idéia do que seria um Kebab (pensei num pão sírio cheio de molhos apimentados dentro). Descobri que Kebab é o famoso churrasco grego. Calma, não pensem que é igual ao churrasco grego que eu tanto vi em minhas caminhadas de Prodesp e que o Hélio disse que já comeu, o Val e o Renato negam (mas já comeram certeza, só comem tranqueira esses dois!) e o Carlinhos, se comer, vai ter piriri. Não. É algo bem “elaborado”, digamos assim.
Entretanto, não comemos o Kebab, pedimos o tal do Durun que é a carne do Kebab temperada com um molho apimentado (muito bom por sinal) enrolada em uma massa que parece massa do burrito mexicano. É para comer com a mão.
- A carne é gordurosa. – diz o Alex preocupado com minha barriga velha.
- “Merda” – penso eu e em seguida olho no cardápio:
- Splishresycüdf Durun: CHF 12.00
- Halfsehu:ëtef Durun: CHF 14.00
- Dispitahoeftzzzzzzzzz Durun: CHF 12.00
- Petecovisky Kebab: CHF 11.00
Alex fala com o garçom. E ele responde ao som que estou me acostumando a ouvir aqui: uma sequencia de timbres sem pausa, parece que todas as frases tem uma palavra só. Olho para as fotos no menu e vejo uma interessante: Vegi-Durun. É esse mesmo e seja o que Deus quiser.
Olho no cardápio de novo:
- “Cadê a merda do preço do vegi-durun?”
Só tinha a foto.
- “Além de não comer a carne ainda vou comprar o mais caro!” – penso, lembrando que os pratos com vegetais ou light são sempre os mais caros no meu amado pais...
Chegam os pratos. Começo a comer meio chateado, com aquela inveja da carne do prato ou melhor, do durun alheio e os escorpiões no bolso se revirando, irritados pela grana que eu já imaginava que ia gastar.
Eis que mordo um pedaço de tomate (oba!) bem temperado no recheio do durun.
- “Minha nossa, como é bom isso aqui!”
Acabei dando uma mordida no durun do Gallazzi (hmm, essa frase ficou estranha mas vocês tem que entender né? Estamos carentes aqui...hihihih) e achei o meu bemmmmmm melhor! Minha nossa, por que os Brasileiros ainda não vendem durun ai? Lata, Nando, mais uma idéia para a gaveta!
Chega a conta. Aqui, mesmo em a lá carte, cada um paga o seu. Descubro o preço do meu: CHF 9.50. O mais barato de todos. Me dei bem!

Escrito por Alexandre Rivaben às 09h10
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25/06/2006 - Centro Histórico (1)
Após o café o Alex ligou para fazermos uma caminhada rumo ao centro da cidade. Saimos do Blumen e fomos andando, seguindo a Rorsacherstrasse (mais uma palavra: strasse = rua).
No caminho iamos ficando cada vez mais abobalhados com a quantidade de verde que tem aqui. É como se existisse uma cidade dentro do Parque do Ibirapuera e ele fosse grande o bastante para comportar 85.000 habitantes! Há árvores centenárias enormes por todos os lados e flores coloridas contrastam com o verde dando um ar de pureza ao lugar. Sabem quando alguém fala que vai para o campo e você logo imagina aquela imensa paisagem verde com aquele cheiro característicos das plantas, aquela calmaria e lá no fundo uma casinha bem arrumadinha? Troque a casinha por várias construções no estilo chalé, próximas umas das outras e o verde sendo cortado por algumas ruas bem sinalizadas e asfaltadas: bem vindo a St. Gallen, Suiça!

Não acreditamos no que vemos: basta pisar na rua que os carros já diminuem a velocidade. Atravessar fora da faixa de pedestres? Nem pensar. Aqui as pessoas se respeitam mutuamente: motoristas e pedestres.
Demos uma bela volta pelo centro onde há uma exposição similar a Cow Parade (exposição que esteve em São Paulo onde vários artistas pintam vacas no tamanho natural e elas são expostas pela cidade) mas com ursos. Resolvi tirar fotos com todos eles, de zoeira, mas não consegui, eram muitos e a memória da máquina estava acabando, resolvi poupar um pouco pois ainda havia muito o que ver.

Escrito por Alexandre Rivaben às 09h07
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REPORT - DO AEROPORTO ATÉ ZURICH (III)
08:23 – os macacos pareciam que nunca tinham visto comida na frente, devoraram o café da manhã.
08:24 - Riva esperto pra ver se o cara não derruba o pão dentro do suco dele de novo!
08:26 – os 2 macaco olhando com aquela cara de cachorro sem dono pro aeromoço do tipo: “o fio, será que não rola um pãozinho extra ae?”
08:30 – mais 2 horas... caraio.... e o avião tem um esquema mto legal pra você ver a câmera no bico do avião e na parte de baixo. Fantástico... só nuvens, não dava pra ver porra nenhuma!
09:00 – os 2 não aguentam mais ficar sentados ...
10:00 – processo de aterrissagem, aeeeee, tamo chegando... ae o treco começa a descer...
10:30 – lindas imagens na janela... depois a gente coloca as fotos... agora sim começa a diversão...
10:32 – o comandante avisa pros nego deixar a bagagem no compartimento de cima ou no chão enfiado debaixo do banco...
10:33 – vem a aeromoça verificando....
10:34 – a aeromoça para do lado da patota dos 6 brasileiros e dá aquela entubada... porque a ANTA tava com a mochila no colo...
10:35 – Rivaben olha a sujeira deixada embaixo do banco dos outros brasileiros e comenta com Gallazzi (essa hora foi foda... deu vergonha até ) a italiana vira com aquela cara de quem diz: “Brasileiro porco filho da puta”.
10:40 - e o avião vira prum lado... e desce... e vira pro outro lado... Gallazzi olha pro povo e se segura.. já tem 1 nego na esquerda com a cara verde... a italiana pega uns 5 chiclete e começa a mastigar... e o treco balançando... e o Gallazzi ( por incrível que pareça ) tava mais feliz que uma criança... se divertindo com a desgraça alheia!!!! E o treco vira prum lado... e vira pro outro... e tamo chegando... e aterrissa... puta merda, pensei q ia dar um puta tranco... e foi tranquilo....
10:50 - é impressionante a pontualidade desse povo... pqp...
11:00 – saímos do avião, um puta calor...
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 20h34
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REPORT - DO AEROPORTO ATÉ ZURICH (II)
20:30 – Nada de sono, fuçamos em tudo q foi botão no tar do controle remoto do avião... e ve filme e brinca com joguinho... até paciência nós jogamos...
21:00 – Apagam todas as luzes pra galera não encher o saco. E nada dos macaco dormir...
23:00 – Gallazzi consegue cochilar meia hora... putaqpariu, q treco apertado... aí começa a barulheira... 2 bancos pra frente do nosso, do lado da janela, um grupo de brasileiros, tudo muleque, atrás deles estava sentada a italiana q passo mal na viagem... e os mardito q não param de falar, e a gente tentando dormir um pouco... e levanta, e dá risada... e o Riva ficando puto com a mulecada... resumo da ópera, os putos bagunçaram a noite inteira...e nós não conseguimos dormir...
24:00 – o Gallazzi já não lembra direito o que aconteceu, tava meio zumbi e puto com a merda do aperto, não conseguia dormir de jeito nenhum. E fica trocando no controle pra ver quanto falta pra chegar... Riva reclama de fome....
03:00 – os putos ainda fazendo barulho... a aeromoça passando com garrafas dágua... Riva com fome...
04:00 – o Gallazzi olha no mapa de novo... no meio do Atlântico... caraio... a 900 km /h... em cima do oceano... avelinos... Tá tremendo tudo essa merda!!!! Turbulência!!! PQP... vai cair essa merda!!! PQP !!!! A italiana segurando em tudo q é coisa... cagando de medo... e o Gallazzi também!!!!!! O Riva agarra a correntinha!!! E dá-lhe rezá!... apenas 3 segundos e tudo volta ao normal... e laiá... e os suíços nem se mexem... tinha até nego roncando..
05:00 – puta merda... esse treco nao anda mais rápido não???? E o Riva com fome...
07:00 – mudei o horário no meu relógio (que já tá ressabiado com os relógios suíços e nao quer mais saber de funcionar direito, porque será? Será q seria um desejo insconsciente de ter um relógio novo??? Será será?????) ... só mais 3 horas e meia pra chegar... vamo lá....
08:22 – começamos a sentir o cheiro do pão... opa!!! Café!!!!

Escrito por Rodrigo Gallazzi às 20h12
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REPORT - DO AEROPORTO ATÉ ZURICH (I)
23.06.2006
15:00 – indo pro aeroporto: Gallazzi abre o vidro do carro do Rivaben, e a janela emperra e não quer fechar mais.
16:00 – chegamos no aeroporto e tivemos que dar uma puta caminhada até achar o terminal da empresa. Gallazzi fica preocupado com o carrinho de bagagem: Será que tem q pagar??? Seu Alcides dá uma mão com a bagagem.
16:32 – Achamos onde fazer o check-in, até aí tudo correndo bem. As malas ficam no guichê. A mala do Rivaben pesa 31.8 Kg, Gallazzi está nervoso e não ve nem o peso. Embarcaremos às 18:00. Voltamos para o guichê da polícia federal para declarar os notebooks.
17:00 – Gallazzi está sem um puto de moeda estrangeira no bolso, vai até a agência do Banco do Brasil e só tem caixa eletrônico que não faz câmbio. Sorte que o Rivaben estava junto e deu a idéia de sacar a grana e ir trocar no guichê do banco Safra, Gallazzi é uma anta.
17:30 – Tudo pronto para o embarque, Gallazzi liga pra casa pra falar tchau... . A família do Rivaben tb está ... falamos tchau e entramos. Snif... Snif...
18:00 – Entrando na área do embarque um funcionário vem e avisa que estamos em processo de embarque, para nao ficarmos enrolando na área do free-shop. Gallazzi pensa que só ele e Rivaben vão para a Suíça. Chegando lá tem uma fila imensa para entrar no avião.
18:10 - Rivaben e Gallazzi entram no avião. Toda a tripulação fala uma língua estranha, até que os macaquinhos começam a entender que aquilo é francês, ou português de Portugal, ou alemão... .
18:11 – Entramos pela frente do avião, passando por todos os assentos. Os dois macacos ficam todo empolgados: assentos que deitam, taças de champagne, muito espaço! 3 poltronas por fila, umas 4 filas, chique demais! E continuam procurando o assento reservado para eles... e vão andando em direção ao fundo do avião... agora temos 6 assentos por fila, umas 5 filas... o Gallazzi já diz: poutz, se for assim está ótimo.... e continuam andando... e o Gallazzi procurando os assentos no lado da janela... pó pó pó póóóóóóó... 8 assentos por fila, 30 filas!!! AEEEEEE, chegamos ao porão!!! Do lado do corredor pro lado de dentro... sem janelas!!!! É aqui mesmo!!!!
18:20 – Gallazzi com o bilhete na mão, e procurando o assento 39 G, olha para a luzinha em cima, opa, é esse... 39 G, olha para baixo... perae, tem uma coisa sentada lá... puta merda, era só o que faltava... Rivaben tenta conversar com a coisa, mas ela não fala... ela nao tem língua, fica mostrando a merda do bilhete... o Gallazzi já ficando puto chama a aeromoça pra tirar a coisa dali... o bilhete da coisa era 39 E ... ufa! Rivaben e Gallazzi acham tudo uma maravilha.
18:29 - os 2 macacos sentados esperando o avião decolar...
18:30 – o treco começa a andar... minha nossa...
18:32 - estamos na cabeceira da pista, tudo escuro...
18:33 – um puta barulho e o treco começa a acelerar... puta queu pariu... puta queu pariu!!!!!... e o barulho aumenta.... e o estômago vai grudando lá atrás... e o visor na frente da gente indicando... 180 km/h... 250 km/h... 330km/h... a bagaça levanta do chão... q doidera... 500 km/h... 550 km/h... minha nossa!!! Em cima do Guarujá... ave!!!! Ave!!!! E subindo... 1000 pés... 2000 pés... 5000 pés... e subindo... e a italiana do nosso lado com a mão nos ouvidos (tudo pra ajudar)... e os dois tentando ver na janelinha!!!! PQP!!!! Já estamos em cima do oceano... tudo isso em menos de 5 min... fantástico!!!!!
18:40 – o avião estabiliza... 10300 pés... a 900 km/h ... pai, você tem q ver isso!!!
18:50 – Rivaben e Gallazzi fuçando em tudo... um controle remoto para cada assento... mini travesseiro e uma manta pro caso do frio. Ah! E um fone de ouvido também.
19:30 – sentimos um cheirinho de comida... hmm!!! Nossa senhora, estão os 2 com uma puta fome!!!
19:40 – é servida a janta... é anunciado no alto-falante... tudo na língua estranha... o Gallazzi entende frango e bife, e massa com creme de queijo. Legal... Ainda podemos escolher Rivaben!!! Vem vindo a aeromoça... os 2 escutam: “no more massa”, puta merda, a aeromoça monta as marmitas e coloca na nossa frente... Espeto misto com arroz e alguns legumes, ¼ de tomate, 3 folhas de alface...
19:42 – o Gallazzi come a salada só com sal, porque nao tinha visto o molho de salada!!!! Pobre é uma merda!!!!
19:43 – os 2 morrendo de fome, mandando a comida pra dentro. Vem o “aeromoço” com uns paezinhos, “Maixxxx Pão?”, os 2 macacos aceitam, o Gallazzi pega o primeiro pão e nessa hora, quando o Riva ergue a mão pra pegar o pão... PLAFT... (reparem na sonografia) , o pão cai direto dentro do suco de laranja do Rivaben... é suco de laranja pra tudo q é lado... agora vcs imaginem a cara do nosso amigo... 19:45 – o “aeromoço” só faltou lamber o chão ... limpou tudo direitinho, enfim, atendimento excepcional... trouxe outro prato pro Riva, que não reclamou pq tava morrendo de fome.
20:00 – bom, agora vamos tentar dormir um pouco...
20:01 – puta merda, Riva, será q vai dar pra dormir apertado desse jeito??? Tentamos nos ajeitar pra dormir um pouco...
Escrito por Rodrigo Gallazzi às 19h29
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25/06/2006 – Primeiro Café da Manhã
Acordamos as 8:30, o Xico havia combinado com o homem moreno que iriamos tomar café as 9 em ponto e ele disse que era para a gente estar lá porque o dito cujo não abre o restaurante do Blumen de domingo, isto é, ele iria lá apenas para fazer o café para a gente.
Descemos e lá estava ele. E travamos o seguinte diálogo enquanto ele trazia o café.
9:01 – Senhor moreno: grunhidos.
9:02 – Gallazzi: risada.
9:02 – Senhor moreno: diz algo com o som de “coffee” mas um pouco mais engasgado.
9:03 – Eu penso: “hm, café!”
9:03 – Senhor moreno: mais grunhidos e palavras grudadas umas nas outras.
9:05 – Gallazzi: risada.
9:09 – Eu: Já vi tudo, Gallazzi. Fodeu!
Um breve intervalo e o Senhor moreno volta com um prato para cada com: uma fatia de queijo (estranho, mais rançoso), uma fatia de presunto (bem mais forte e gordo), fatias de salame (eita prato light! Fer, não venha para a Suiça ou você morre de fome! Hahahaha), um pão escuro (uma delicia), geléia de morango (geléia de morango mesmo), manteiga (manteiga), uma fatia de um treco que parece presunto magro mas tem gosto de mortadela light, uma xicara de chá cheia de café e uma embalagem pequena, bem pequena com leite concentrado para misturar no café (isso descobrimos mais tarde com o Alex. Serviram isso para a gente no avião e eu queria tomar puro! Hahahahaha) e um ovo.
9:22 – Gallazzi: Oba, ovo cozido!
9:22 – Eu penso: “Que ovo cozido mais estranho”
9:23 – Gallazzi: Estranho cara, a casca tá gelada!
O ovo estava cru. O que fazer com um ovo cru? Sentar em cima e chocá-lo? (sugestão do Alex, qualquer associação bizarra não é mera coincidência! Hihhihih). Resolvemos deixá-lo no prato, intocado mas o Gallazzi se irritou com a situação da comunicação e partir para ignorância
9:30 – Gallazzi: Mim Rodrigo (apotando para si mesmo), ele Alexandre (apontando para mim), you? Você?
E depois de repetir isso umas 4 vezes...
9:40 – Homem moreno: Ahhhhhhhhh, Ich Heisse Ali, Like Muhammad Ali. Heeheh
O apelo desesperado do Gallazzi funcionou. Descobrimos ao menos o nome do cidadão: Ali e deve ter vindo de algum lugar do Oriente Médio mas não é nem um terrorista. Pelo contrário, ele se mostrou muito gentil -ele tão feliz com esse avanço na comunicação que voltou em seguida com um dicionário Alemão – Inglês. Não adiantou muito, aprendemos apenas “geléia de morango”. E continuamos sem saber o que fazer com o bendito do ovo. Seria um souvenir?
Escrito por Alexandre Rivaben às 18h07
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25/05/2006 – Telefonema do Brasil (1)
Madrugada. Finalmente consegui deitar na cama para dormir. Minha nossa, que delícia! Demorei para pegar no sono, parecia quente por causa do sol da tarde. Peguei no sono por volta das 2. Umas 3:30, meu celular toca. Eu meio que desperto desperado:
- Alo.
- Alo, quem fala?
E eu bebado de sono.
- Alexandre.
- É celular?
- É.
- É de São Paulo este celular?
- É.
- É que ligaram daí para o meu número e estou retornando.
- Deve ter sido engano.
Demorei para pegar no sono de novo e prometi desligar o celular na noite seguinte...
Escrito por Alexandre Rivaben às 16h12
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25/06/2006 – Novas Palavras
Herr = Senhor
Danke = Obrigado
Bitte = De nada, com licença, pois não, tenha a bondade, por favor
Die erdbeere = geléia de morango
Agora sim conseguiremos sobreviver!
“Herr, bite, die erdbeere?”
Seguido de:
“Danke”
Viu? Já conseguimos pedir uma geléia de morango para alguém e agradecer por isso!
- Opa, mas perái! Eu nao gosto de geléia de morango! Minha nossa, Gallazzi! Vamos morrer de fome aqui!
...sorte que temos o glorioso e multi-language Alex aqui. hihihhiihi
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h55
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25/06/2006 – Status das Doenças
Como estou hoje?
Dor nas costas: 19 - 30% (para 11 horas de avião, até que tá bom!)
Dor na Barriga: 25-34,20% (eu quero comer uma carne!!!!!)
Alergia: 1% (meu nariz até desintupiu! Será que é o efeito contrário da poluição?)
Dor no Coração: 20% (não dormi abraçadinho com a dedéia, não mostrei as flores para minha mãe, não ouvi conselhos alimentares da minha irmã, não vi o tubo da argentina com meu pai e e não pude zoar com o Presuntola, com o Du e nem com o Luiz por causa disso, uma pena!)
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h52
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24/06/2006 – Argentina x México
Depois de sair do Boden See, demoramos algum tempo para chegar ao Blome. Estávamos de carona com o Xico e ele foi deixar o resto do pessoal e nos deixou por último. Estava cansado e ansioso para saber o placar do jogo. Por aqui era umas 21:30 da noite e o sol começava dar sinais de cansaço. Chegamos em casa e fomos em uma conveniência daqui sem ver o placar.
Sorte que o número é uma linguagem mundial e deu para ver quantos francos iriamos gastar, foi show, barato e jantamos frutas: maçã e banana (que tem o mesmo gosto que as daí, aliás, as bananas daí são melhores, principalmente as maduras porque a biXa do Gallazzi comprou bananas verdes!). E como ninguém é santo, também rolou uma pringles e um suco de um xarope que tinha uma fruta vermelha no rótulo: “Sirup”. Eu chamo isso no Brasil de Groselha, o velho e bom(?) xarope adocicado.
Chegamos em casa e já estava no segundo tempo, uns 30 minutos. Placar: México 1 x 1 Argentina. Continuo assistindo ao jogo (e comendo pringles) em uma tvzinha de 14’’. Eita coisa ruim, não dá para distinguir direito quem é quem. Sem contar a narração em alemão: saindo gol ou não, a emoção é a mesma – nenhuma. Tanto que só vi o gol mais bonito da Copa, o do Maxi Rodriguez, no replay (eu estava folheando um livro de alemão também) e só olhei para a TV por causa do barulho da torcida que aumentou substancialmente. O jogo terminou 2 x 1. Estamos nas quartas! Que venham os alemães.
De repente, percebo que meu celular está vibrando com se eu tivesse recebido alguma mensagem há algum tempo ATRÁS (hahaahaha, em sua homenagem Lata). E eis que vejo uma mensagem do Presunto escrito: “É tubo!” Não entendi direito a mensagem mas fiquei pensando em 3 opções para o motivo da mesma:
1) o Presunto virou casaca e agora tá torcendo para a Argentina
2) no Brasil, o Galvão Bueno narrou ao jogo México 4 x 1 Argentina
3) o Presunto endoidou.
É, eu acho que o Presunto está louco mesmo.
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h46
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24/06/2006 - Bodensee (4)
Ao término do
primeiro tempo fomos todos, exceto o Xico, para um gramado perto do lago (foi lá
que vimos o cáozinho nadando e voltando para a coleira). Eu estava absurdamente
cansado. Já tinha passado por um voô de 11 horas sem dormir 1 hora sequer,
depois mais uma viagem de trem de 1,5 hora. Isso sem contar a tensão do novo
idioma, ops, novos idiomas (ingles e alemão hehehehe), das novas pessoas, da
nova cultura. Eu já tinha visto tanta coisa que minha cabeça não conseguia mais
processar. Aliás, a última coisa que consegui ver (e rir muito) foi o Alex
aceitar um convite da Sabrina e ir em um brinquedo do parque destes que brincam
com a gravidade, girando muito rápido. Ele levou minha máquina fotográfica.
Cinco minutos mais tarde, desceu pálido:
- Cara, estou
bebado. Não sabia que era tão violento esse negócio!
Foi hilário.
Chegamos na grama e ficamos ali, todos meio bodeados. Eu, bebado de sono. Queria
ir dormir, só pensava em uma cama qualquer (nem a de casa eu conseguia imaginar
mais, para vocês verem o nível). “Deita aí na grama,” A idéia foi do Gallazzi. A
Melanie tinha estendido 3 cangas na grama para não nos sujarmos. Sentei. Não
resisti e acabei deitando. Deitei apenas para descansar as costas que já
chegavam ao perigoso nível de 40% dolorido (veja os posts sobre os status das
doenças). Deitei não pensando em dormir pois lá parecia humanamente impossível
um cochilo rápido que fosse, sem a ajuda de medicamentos pesados. Havia sons em
todos os lados: de um lado as músicas dos brinquedos do parque; de outro, em uma
outra tenda-bar, um grupo ensaiava um heavy metal anos 70 da vida; fora isso,
tinha o pessoal que estava conosco conversando hora em inglês (quando o Gallazzi
e o Alex estavam na conversa), hora em alemão (entre as meninas, Sabrina e
Melanie) e ainda havia os ruídos das turminhas que começavam a se formar na
beira do lago com o cair da tarde; ou seja, barulho absurdo, principalmente para
quem tem sono leve (você sabe bem, né Deinha?) como eu! Mas sabem o que
aconteceu? Eu dormi! Não foi um sono profundo mas foi um baita de um cochilo.
Acho que fiquei ali por mais de uma hora. Detalhe, deitado na posição mais
desconfortável do mundo: barriga para cima, plantas dos pés no chão, pernas
semi-flexionadas. Dormi e até sonhei. Abri os olhos e o Xico havia chegado,
estava deitado no colo da Melanie e começando a cochilar também. Dormi mais um
bocado e quando abri os olhos, vi que o Xico também havia dormido. Que delícia.
Nunca imaginei que isso fosse possível.
O ser humano é
realmente extremamente adaptável as situações que eles
vivem.
Finalmente,
levantamos e fomos jogar futebol, na grama. Esqueci completamente das minhas
costas. Ainda bem que Deus está sempre comigo. O jogo foi bom: Suiça x Brasil.
Advinhem? Deu Suiça. Mas não importa. O que importa é que eu dei uma caneta no
Xico (que jogou para a Suiça, óbvio que ele não ia jogar com que torce para a
Argentina!) e passe para um lindo gol do Gallazzi (awhahaahwawhwa, quem diria,
os dois pernas de pau jogando bola!!!). Foi muito bom. E nada de
anoitecer.
Finalmente
vivemos para o Blome descansar. Fui tentar ver o México e Argentina (blog
posterior) para ver como os hermanos iam se sair.

Escrito por Alexandre Rivaben às 15h43
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24/06/2006 - Bodensee (3)
Alex e eu não aguentamos o calor. O Xico ficou lá, firme e forte torcendo para a Suécia. Ele torce contra a Argentina e a Alemanha. Hahahaha... vai ter que aguentar zoação em dobro enquanto estes dois times näo perderem para o glorioso time do gorducho. Aliás, por falar em Gorducho, vi um filme no avião: os 40 gols mais bonitos da copa de 2002. Tinha uns 30 gols básicos de cabeça. Acho que o filme foi editado por americanos. Tsc tsc, realmente, eles têm muito o que aprender de futebol.
Fomos dar uma volta e logo o Gallazzi se juntou a nós. Fomos perto do cais onde havia vários veleiros (um mais show que o outro) e um estacionamento comum. Ah, eu disse comum porque estava falando de carros mas, os carros nada tinham de comum, pelos menos para mim, brasileiro caipira do 3º mundo. O Presunto ia delirar. Cada carro. Porsche é igual Uneta ai no Brasil. Só não tem quem não quer. Tinha Audi A XPTO, Porsche, Ferrari, Lotus conversível (esta, a mais show, com tudo aberto, faltou estar com a chave no contato!) enfim, um negócio absurdo. Aqui os carros são baratos além de não darem muita manutenção (as estradas, pelo menos as que a gente viu, são muito, mas muito mesmo!, bem conservadas). Para se ter uma idéia, o lugar onde estamos, o Blome, fica na frente de uma revenda de usados. Lá, vimos um Golf pela bagatela de CHF 10,000. O que dá, aproximadamente, R$ 18.000,00. Também vi um carro que só havia visto em filme, no “Uma Saída de Mestre” (Italian Job), o Mini e achei a cara do Dú. Puts, o carro é muito legal.
Bom, não preciso falar que neste percurso não parava de pensar minha família. Queria compartilhar com cada um: Mãe, Pai, Fer, Déia, e todos meus amigos, cada momento que estava vendo ali. Fica imaginando o que minha mãe diria das flores; meu pai se dando bem com o Xico – que ama futebol; o que minha irmã comeria – pois é difícil ter coisas light por aqui! hihihhi; o que a Déia faria se eu empurasse ela no lago fazendo uma das minhas palhaçadas habituais; o que o Presunto diria dos carros e o Du das cervejas! (hahaha). Lembrei de todos e eles não saem da minha cabeça nunca, nem agora que estou escrevendo. Pensei também na Rosa e no que ela disse sobre as novidades para a gente: são tantas que a gente nem sabe bem para onde olhar.
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h42
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24/06/2006 - Bodensee (2)
Após uma rápida volta, Xico, Melanie e Pan, vulgo Conan, um figura amigo do Casal que a gente conheceu lá, foram tomar um banho no Lago. Ficamos ali, na borda, observando os veleiros elegantes ao fundo e, mais ao fundo ainda, as possíveis casas de cidadãos austriacos e germânicos. Dentro do lago havia a maior diversidade possível de pessoas: nossos amigos, um casal de idosos, um casal oriental tentando colocar seu filhinho bebê para nadar e até um cachorro! Aliás, sobre o cachorro vou abrir um parentêses: estavámos nós, já, mais tarde, sentados no gramado quando uma senhora apareceu e jogou um bola de tenis na água, soltou seu cachorro da coleira e ele correu para pegar, nadando. Ela fez isso mais umas 4 vezes. Depois disso, ela disse algo naquele idioma que conheço apenas 3 palavras e o cachorro correu para o gramado, se contorceu todo para secar a água e, sem que ela fizesse nada, entrou na coleira novamente. Isso é que é educação né? Educação européia! Hehehe.
Bem, voltando a ordem cronológica, fomos para a frente do telão, num sol escaldante (devia estar mais de 30º C, com certeza). Ia começar o jogo Alemanha e Suécia e vários alemães estavam ali, cantando o hino. Aliás, é uma pena que náo pude capturar o som mas eles gritando o nome do atacante Podovski é algo divertido, para não dizer hilário. Achei interessante pois, ao menos na torcida, eles pareciam bastante animados e nada frios.
Antes de sentarmos para ver o jogo, o pessoal decidiu comer algo. Como era muito calórico resolvi ficar de fora. Alex, Xico e Gallazzi pegaram uma cerveja. Minha nossa!!! Que vontade!!! Mas resisti forte. Ainda bem porque estava mais quente do que a última sopa que tomei ai no Brasil! Ihihhihih. Bem feito, Gallazzi! Estavam resolvendo o que comer quando Xico apontou algo: ao fundo, no lado oposto ao do telão, uma tenda-bar chamada “Caipirinha Brasil”. Isso mesmo, Brasil, com “S”!!!! Todos vestidos de verde amarelo. Ficamos com vontade de ir lá perguntar se eram brasileiros mas os alemães torcedores estavam bem na frente e o jogo já havia começado... Porém, o mais interessante mesmo foi que, no intervalo do jogo, entrou uma bandinha de pagode e começou a tocar um som brasileiro! Muito bom! A Déia e a Fer iam adorar! Fiquei super feliz com essa demonstração de cultura brasileira; eis que vira o grande sábio Gallazzi e, vendo minha cara de admiração diz:
- A gente sai do Brasil para fugir dessa merda e ela nos persegue!
Esse é o Gallazzi.
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h41
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24/06/2006 – Bodensee (1)
Mal chegamos e o Alex já recebeu uma ligação do Xico:
- Vamos fazer um churrasco no Lago, foi o que ele disse.
Eu confesso que estava absurdamente cansado (vocês verão o que este cansaço me levou a fazer a seguir) mas nem tinha como negar o convite: era ir ou ficar no Blome com o sujeito alemão.
Então, passamos pela Starbucks (que vou falar a parte), conhecemos o Xico e a Melanie, passamos pelo Blumen, deixamos as malas, tomamos uma ducha rápida e fomos para o tal do Boden See. Fomos: eu, Gallazzi, Alex, Xico, Melanie (namorada do Xico) e Sabrina (amiga do casal).
Chegamos lá e ficamos maravilhados: é um lago enorme que faz fronteira com 3 paises europeus: Suiça, Austria e Alemanha. Especificamente neste final de semana havia um parque de diversões e um telão para os jogos da Copa.
O lugar estava cheio, perto do telão havia uma espécie de feira com barraquinhas (me lembrou a Festa das Cerejeiras de Garça) vendendo todo tipo de coisa: desde camisetas até aquelas “peles” de pelúcia que a gente vê em desenho animado que é a pele de um animal com a cabeça inteira (normalmente de tigres e ursos). Tinha muita comida também. Aliás, confesso que passei um pouco de fome. Havia inúmeras barraquinhas de comida mas todas expostas ao sol ou com um apelo muito “gorduroso”. Aliás, estes dias de piriri são dificeis porque, como já pude constatar, a comida daqui é um pouco calórica e bem condimentada! (paizão, você iria adorar a pimenta! J) .
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h41
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24/06/2006 – Chegada ao Blumen (hotel onde estamos hospedados)
Esta é digna de um report:
14:00 – Chegam ao Blumen: eu, Rodrigo, Xico e Melanie para conhecer o lugar
14:04 – Aparece um cidadão moreno, nem baixo nem alto e começa a falar enrolado
14:05 – Eu olho para a cara de Rodrigo com cara de interrogação
14:06 – Rodrigo retribui a feição com um chacoalhar de mãos, típico de quem tem dúvida
14:07 – “Deve ser o dono do lugar” – penso eu, evitando de olhar para ele
14:07 – Rodrigo continua olhando fixamente para o cara e eu penso: “Kct, será que o Rodrigo fez curso de alemão e não me contou?”
14:08 – Xico começa a responder como quem conhece o assunto. Ufa.
14:11 – Chegamos nas escadas, 4 lances para subir...
14:13 - Chegam aos quartos: Rodrigo, Xico, Melanie.
14:22 – Chego eu, quase morrendo com a mala: o cara me ajudou e ainda puxou assunto, eu não respondi mas aceitei a ajuda.
14:23 – O cara mostra o quarto e fala se dirigindo ao Xico.
14:26 – Xico pergunta: “Vocês tem alguma dúvida?”
14:27 – Eu penso comigo: “Não, estou traquilo.” Só porque não entendi uma palavra não significa que tenha dúvidas, certo?
14:28 – Xico diz que dá para beber a água da pia! Minha nossa! Que medo!!!!
14:30 – O dito cujo nos deixa a sós, agora é que são elas, vamos ver como vão ser esses 2 meses nestes quartos...o que sei é que ainda vamos nos divertir muito com esse carinha moreno e suas palavras germânicas...
* e não é que a água é boa mesmo? Sai até mais geladinha que o normal!!!!
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h19
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24/06/2006 – Viagem de Trem (Zurich – St. Gallen) (2)
No caminho para nosso assento passamos pelo vagão restaurante e por outros vagões de passageiros. O que mais me impressionou foi a quantidade de jovens e de senhores e senhoras mais velhas, bem vestidos e quase todos viajando com um livro nas mãos, lendo! Nossa, achei isso um barato! Depois comecei a notar e em todo lugar que a gente vai tem sempre gente com livro na mão. Outra coisa engraçada: existem vagões de “silencio” no trem. É isso mesmo, ninguém pode falar ou fazer barulho. Existem também vagões de bicicleta e cachorro viaja pagando algo em torno do valor de meia passagem. Ah, e se você estiver cansado, não se preocupe, pode deixar em dois ou três bancos que ninguém vai te chamar a atenção por isso. E não há assento cinza reservado para deficientes ou idosos, não há distinção! Outra coisa, entramos em Zurich e viajávamos para St. Gallen, há 5 estações dali. Sabe quando vieram conferir os nossos bilhetes? Há uma estação do destino. Confiança total!
Na nossa frente do vagão, viajavam uma familia: a mãe e duas filhas com algo em torno de 10 anos cada uma, ambas bem loirinhas. Acho que falavam alemão porque eu não conseguia entender nada do que diziam. Mas o mais interessante foi notar a tranquilidade com que viajavam, carregando uma caixa de papelão pequena nas mãos. Em determinado momento, tiraram da caixa uma pequena tartaruga e começaram a brincar com ela.
Definitivamente, estamos em outro mundo!
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h18
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24/06/2006 – Viagem de Trem (Zurich – St. Gallen) (1)
Estava pensando sobre o que escrever neste princípio de Blog. Pensei a viagem toda. E olha que tive tempo para pensar hein? Foram quase 11 horas de voô em uma poltrona mais apertada que do Expresso de Prata.
Pensei em começar escrevendo sobre o stress que a vida em São Paulo me causou nos últimos dias (problemas com a TIM, NET/Virtual – né Deinha?, médicos, remédios, etc) e como vir para a Suiça poderia diminuir esta “tensão”. Mas chegando aqui fiquei tão surpreso e maravilhado com algumas coisas que desisti de começar com algo tão para baixo.
Vou começar pela minha chegada, ou melhor, pelo meio dela já que vou contar sobre a nossa primeira viagem de trem, do aeroporto de Zurich, até a estação de trem de St. Gallen.
O trem deveria chegar 12:52 na estação. Chegamos antes e exatamente no horário, lá estava ele, pontualissímo. Embarcamos: eu, Gallazzi e Alex que foi por demais gentil ao ir nos buscar em Zurich, uma viagem de mais de uma hora, mas que com certeza vale a pena. O trem trafega em uma velocidade máxima de 90 km/h. As vezes, creio eu que, para manter o horário, ele até diminui esta velocidade. Mas sabem o que é interessante? Ninguém se importa. Não há ninguém correndo para entrar ou apressado para sair. As pessoas transmitem uma sensação de tamanha tranquilidade que a gente acaba se contagiando. Em princípio, claro, fiquei surpreso e, confesso, que com o sono que eu estava, havia horas que eu me enjoava de ver chalés (muitos deles com bandeiras do lado de fora, por causa da copa e posso afirmar com certeza, a grande maioria, da Suiça e do Brasil! Ae Paizão, isso é que é pais hein?) e flores (a estrada esta repleta disso, consegui até imaginar os olhinhos cheio de lagrimas da minha mãezinha vendo isso) e pensava: “por que esse trem está diminuindo a velocidade agora?” Mas depois de olhar os outros passageiros a gente compreende que esta é a vida por aqui e que nós é que estamos acostumados a viver mal, sempre correndo.
Viajamos de segunda classe. São conjuntos de 4 assentos: 2 e 2, um de frente pro outro. Ao lado da janela há uma mesinha para anotações, um lixinho e um gancho para pendurar pertences. Detalhe: entramos por um vagão, deixamos as malas nele e fomos andando procurando lugar para ficar. Encontramos lugares disponíveis há 3 vagões dali e deixamos as malas no primeiro. Perguntei para o Alex:
- “Não tem problema de deixar as malas lá?”
- “ Não. Não se preocupe.”
Mas eu perguntei só por perguntar porque já estou acostumado a fazer isso no Brasil também...
Escrito por Alexandre Rivaben às 15h13
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O Inicio
Tive a idéia deste blog um dia assim, meio que do nada, quando pensava em uma forma de otimizar as mensagens com meus relatos sobre a viagem para a Suiça que surgiu, também, quase que "do nada". No avião, contei para o Gallazzi ou Rodrigo (como preferir) e ele topou a idéia de me ajudar mesclando histórias engraçadas, descrições, fatos, curiosidades, enfim, tudo o que viveremos aqui. Estou gostando tanto da idéia que acho que quando voltar ao Brasil vou continuar escrevendo. Muito legal. Espero que seja tão divertido ler quanto está sendo escrever. Abraço e aguardo comentários de todos que lerem as histórias que aqui estarão contidas.
Escrito por Alexandre Rivaben às 13h35
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Meu perfil
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